Categoria: Queda Capilar

  • Matéria O Globo 2: Quando a queda de cabelo deixa de ser normal? Conheça os sinais de alerta!

    Matéria O Globo 2: Quando a queda de cabelo deixa de ser normal? Conheça os sinais de alerta!

    Matéria O Globo: Quando a queda de cabelo deixa de ser normal?

     

    Conheça os sinais de alerta!

    Por Dra. Tamara Vanzela.

     

     

    Encontrar alguns fios no travesseiro ao acordar, na escova depois de pentear o cabelo ou no ralo do banho faz parte da nossa rotina. O nosso cabelo passa constantemente por diferentes fases de crescimento, repouso e queda, por isso perder fios diariamente é algo totalmente esperado. O que realmente merece a nossa atenção é quando esse padrão muda: quando o volume diminui de maneira perceptível, o couro cabeludo começa a ficar mais aparente ou quando surgem áreas de falha.

     

    No entanto, sempre digo aos meus pacientes que não é preciso transformar a rotina em uma contagem diária de fios. Essa famosa referência de que é normal cair entre 50 e 100 fios por dia é apenas uma estimativa. Na minha prática clínica, o que considero mais importante é observar o que é habitual para cada pessoa.

     

    Existem pacientes que perdem muito menos do que 50 fios diariamente. Por isso, sempre oriento observar o seu padrão individual. Se você estava acostumada a perder uma determinada quantidade de cabelo e, de repente, percebe um aumento significativo, essa mudança já deve ser considerada um sinal de alerta.

     

    Como perceber os primeiros sinais?

     

    Algumas alterações no volume capilar podem ser percebidas de maneira bastante simples no seu dia a dia:

     

    • O cabelo preso começa a parecer menos volumoso;
    • O elástico precisa dar mais voltas para segurar o rabo de cavalo;
    • As pontas do cabelo começam a ficar visivelmente mais finas;
    • O couro cabeludo fica mais exposto, principalmente quando os fios estão molhados ou sob uma iluminação direta.

     

    Quando você percebe que o elástico começa a dar mais voltas para prender o cabelo, que as pontas estão mais ralas ou que o couro cabeludo fica mais aparente nessas situações, temos sinais claros que precisam ser investigados em consulta.

     

    A situação merece ainda mais atenção quando essa mudança vem acompanhada de sintomas no couro cabeludo, como coceira, descamação, dor ou vermelhidão. Uma redução progressiva da densidade dos fios também deve ser avaliada, principalmente quando não há uma explicação evidente para o que está acontecendo.

     

    O que pode estar provocando a sua queda de cabelo?

     

    Existem diferentes causas para a perda dos fios, e elas nem sempre são fáceis de identificar sem um exame detalhado no consultório.

     

    Uma das causas mais comuns que atendo no consultório é o eflúvio telógeno, uma alteração temporária do ciclo capilar que costuma surgir após episódios de infecções, cirurgias, emagrecimento rápido, alterações hormonais, deficiências nutricionais ou períodos de estresse intenso.

     

    É justamente por isso que, quando recebo um paciente com queixa de queda repentina, eu sempre investigo o que aconteceu cerca de três meses antes. Um período de estresse ou uma doença que você teve meses atrás pode alterar o ciclo capilar e fazer com que os fios caiam só agora.

     

    Outras possibilidades frequentes incluem:

     

    • Alopecia Androgenética (calvície): que tem forte influência genética e causa um afinamento progressivo dos fios;
    • Alopecia Areata: uma condição autoimune que provoca falhas arredondadas e bem delimitadas;
    • Doenças inflamatórias, autoimunes ou infecções: que também podem atingir regiões específicas do couro cabeludo.

     

    Quando existe uma falha em uma região específica, reforço que é fundamental fazer uma avaliação médica logo no início, pois pode haver uma condição subjacente que exija um tratamento especializado.

     

    Mito ou verdade: o cabelo cai mais no fim do verão?

     

    Muitas pessoas me perguntam se é verdade que os fios caem mais no fim do verão e no início do outono.

     

    Embora alguns estudos apontem uma possível variação sazonal no ciclo capilar, esse efeito não é tão definido em seres humanos. Fatores como alimentação, estresse, infecções e alterações hormonais têm uma influência infinitamente maior sobre o que acontece com os seus fios do que a estação do ano.

     

    Por isso, recomendo não atribuir uma queda perceptível automaticamente à mudança de clima. O contexto da sua saúde nos meses anteriores importa muito mais.

     

    O perigo da automedicação: quando procurar ajuda médica?

     

     

    Diante de uma queda acima do habitual, sei que a tentação de tentar resolver o problema em casa é grande. Shampoos ditos “antiqueda”, suplementos por conta própria e polivitamínicos costumam ser as primeiras alternativas buscadas, mas eles raramente atuam na verdadeira origem da sua queda.

     

    Além disso, tentar tratar apenas o sintoma pode atrasar a identificação de algo mais sério. Quando a pessoa trata a queda por conta própria, ela pode postergar o diagnóstico correto e a resolução do problema. Em casos de algumas alopecias cicatriciais, por exemplo, o atraso no diagnóstico pode levar à perda definitiva de folículos capilares que não voltarão a produzir cabelo.

     

    A investigação no consultório é essencial não apenas para conter a perda dos fios, mas para entender a causa exata, seja ela genética, inflamatória, nutricional ou uma simples alteração do ciclo capilar. Só assim é possível indicar o tratamento correto e eficaz para o seu caso.

     

    Se você percebeu alguma dessas mudanças no seu cabelo, não espere a situação piorar. Agende uma consulta para investigarmos juntos a saúde do seu couro cabeludo!

     

    Para conferir a matéria na íntegra, acesse a página do O Globo.

     

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    Dra. Tamara Vanzela, médica dermatologista em Maringá, especialista em tricologia e referência em tratamentos capilares.

  • Matéria O Globo 1: Frio faz o cabelo cair? O que realmente acontece com os fios no inverno

    Matéria O Globo 1: Frio faz o cabelo cair? O que realmente acontece com os fios no inverno

    Matéria O Globo:
    Frio faz o cabelo cair?

     

     

    A pele e o couro cabeludo são os primeiros a sentir os efeitos das baixas temperaturas, mas o cabelo não fica atrás. Nessa época, podemos perceber sinais de que precisamos de maior atenção aos fios, como o aumento da oleosidade e da descamação. Além disso, secadores e chapinhas, por serem usados com maior frequência, podem deixar os cabelos mais ressecados. Embora cause certo desconforto, alguns cuidados diários podem reverter esses danos.


    Na entrevista ao O Globo, expliquei:

     

    “O frio pode favorecer o aumento da descamação, piorando quadros como caspa, dermatite seborreica e até psoríase. Isso ocorre não apenas por causa das temperaturas mais baixas, mas principalmente pelo hábito de tomar banhos muito quentes, que estimulam a produção de oleosidade e aumentam os processos inflamatórios da região”.

     

     

     

    Além disso, podemos perceber os cabelos mais opacos, ásperos e vulneráveis, isso porque o clima seco e a baixa umidade do ar pode comprometer a hidratação natural dos fios. A minha orientação é que “a hidratação deve ser intensificada. O ideal é utilizar máscaras hidratantes duas a três vezes por semana, praticamente em todas as lavagens, para repor água e manter a maciez dos fios”.

     

    Em relação à queda de cabelo, “as pesquisas mostram que a maior queda de cabelo costuma acontecer na transição do verão para o outono, devido a um fenômeno chamado fotoperiodicidade. Nos meses que contemplam o inverno, muitas pessoas têm a impressão de que estão perdendo mais fios porque lavam menos o cabelo ou apresentam mais descamação no couro cabeludo, mas não existe uma relação direta entre o frio e o aumento da queda”.

     

    Sem os devidos cuidados, o uso de fontes de calor nos fios podem danificar a estrutura da fibra capilar. “O secador deve ser usado em temperatura morna, mantendo uma distância aproximada de 15 centímetros dos fios e sempre com protetor térmico. Já a chapinha merece mais cautela, pois é uma fonte de calor muito intensa aplicada diretamente sobre o cabelo, podendo causar danos importantes à fibra capilar”.

     

    Além disso, a minha recomendação para quem passou por processos de química no cabelo, como tinturas, descoloração ou alisamento é que “além da hidratação realizada em casa, pode ser interessante investir em tratamentos profissionais que ajudem a repor água, lipídios, proteínas e aminoácidos, devolvendo brilho, resistência e maciez aos fios”.

     

    A rotina de cuidados também impacta na saúde dos cabelos. Evitar banhos muito quentes e longos, manter uma maior ingestão de água durante o dia e escolher produtos adequados para a necessidade de seu couro cabeludo são boas escolhas. “Uma dica interessante é intercalar o shampoo hidratante com um shampoo anticaspa ou adstringente”, afirma.

     

     

    Caso sinta que os danos persistem, como coceira, descamação, ressecamento e queda acima do normal, deve-se procurar um médico especialista. “Sempre que houver uma alteração importante no couro cabeludo ou nos fios, é fundamental procurar um especialista. O diagnóstico correto é o primeiro passo para um tratamento eficaz e para evitar que o problema se agrave”.

     

    Para conferir a matéria na íntegra, acesse a página do O Globo.

     

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    Dra. Tamara Vanzela, médica dermatologista em Maringá, especialista em tricologia e referência em tratamentos capilares.

  • Por que meu cabelo está caindo? Entenda quais são as causas mais comuns da queda capilar.

    Por que meu cabelo está caindo? Entenda quais são as causas mais comuns da queda capilar.

     

    Por que meu cabelo está caindo? As causas mais comuns da queda capilar.

     

     

    A queda de cabelo é uma das dúvidas que mais recebo aqui na clínica, e sei o quanto ela pode gerar ansiedade. Antes de mais nada, quero te tranquilizar: nem toda queda é motivo de alarme, mas também não dá para ignorar quando ela foge do padrão. Neste post, vou explicar as causas mais comuns da queda de cabelo, para você entender o que está acontecendo com os seus fios e quando é hora de buscar ajuda especializada.


    Toda queda de cabelo é motivo de preocupação?


    O nosso couro cabeludo passa por um ciclo natural: cada fio nasce, cresce, entra em repouso e cai, para depois nascer um novo no lugar. É normal perder entre 50 e 100 fios por dia. O problema aparece quando essa queda aumenta muito, quando surgem falhas visíveis, ou quando ela não para depois de algumas semanas. Se você percebeu mais fios no travesseiro, no chuveiro ou na escova do que o habitual, já vale prestar atenção.

     

    As causas mais comuns da queda de cabelo


    Genética (alopecia androgenética)

    É a causa mais frequente, tanto em homens quanto em mulheres. Costuma aparecer aos poucos, com afinamento dos fios e entradas na linha frontal, e tende a se agravar com o tempo se não for tratada.

    Estresse e alterações hormonais
    Períodos de muito estresse, mudanças hormonais e até questões da tireoide podem jogar uma quantidade grande de fios para a fase de queda ao mesmo tempo. Aqui na clínica, trabalhamos até com terapias de neuromodulação, como o Exomind, para ajudar a regular esse impacto do estresse no organismo.

    Deficiência de ferro e vitamina D
    Muita gente não sabe, mas exames de sangue simples podem revelar a origem da queda. Estudos recentes mostram que boa parte das pessoas com queda difusa têm deficiência de ferro ou de vitamina D, e corrigir isso já faz diferença nos fios.

    Pós-parto
    É extremamente comum sentir uma queda mais intensa alguns meses depois do parto. Na maioria dos casos, ela é temporária, mas vale acompanhar de perto se persistir.

    Emagrecimento rápido, incluindo uso de medicações como Mounjaro e Ozempic
    Esse é um assunto que tem aparecido cada vez mais no consultório. Emagrecer rápido, seja pelo uso de medicações para emagrecimento ou por qualquer outro motivo, pode causar um tipo de queda chamada eflúvio telógeno. Vou te explicar isso com mais detalhes em um post dedicado só a esse tema, porque merece atenção especial.

     

    Quando procurar um especialista


    Alguns sinais pedem uma avaliação mais próxima:

    • Falhas visíveis no couro cabeludo
    • Coceira, vermelhidão ou feridas junto com a queda
    • Queda que não diminui depois de algumas semanas
    • Afinamento progressivo dos fios


    Se você se identificou com algum desses pontos, o ideal é não esperar. Quanto antes identificamos a causa, mais simples costuma ser o tratamento.

    Como identificamos a causa da sua queda aqui no Instituto FT

    Aqui na clínica, utilizamos tecnologia de análise capilar para mapear o seu couro cabeludo com precisão e entender exatamente o que está acontecendo com os seus fios, sem achismo. A partir daí, montamos um plano de tratamento pensado para a sua causa específica, seja ela genética, hormonal, nutricional ou relacionada ao estresse.

    Vamos conversar sobre o seu cabelo?

    Se você está preocupada com a sua queda de cabelo, vem conversar comigo. Aqui no Instituto FT, eu e a minha equipe vamos te ajudar a entender o que está acontecendo e encontrar o melhor caminho para os seus fios.