Matéria O Globo:
Frio faz o cabelo cair?

 

 

A pele e o couro cabeludo são os primeiros a sentir os efeitos das baixas temperaturas, mas o cabelo não fica atrás. Nessa época, podemos perceber sinais de que precisamos de maior atenção aos fios, como o aumento da oleosidade e da descamação. Além disso, secadores e chapinhas, por serem usados com maior frequência, podem deixar os cabelos mais ressecados. Embora cause certo desconforto, alguns cuidados diários podem reverter esses danos.


Na entrevista ao O Globo, expliquei:

 

“O frio pode favorecer o aumento da descamação, piorando quadros como caspa, dermatite seborreica e até psoríase. Isso ocorre não apenas por causa das temperaturas mais baixas, mas principalmente pelo hábito de tomar banhos muito quentes, que estimulam a produção de oleosidade e aumentam os processos inflamatórios da região”.

 

 

 

Além disso, podemos perceber os cabelos mais opacos, ásperos e vulneráveis, isso porque o clima seco e a baixa umidade do ar pode comprometer a hidratação natural dos fios. A minha orientação é que “a hidratação deve ser intensificada. O ideal é utilizar máscaras hidratantes duas a três vezes por semana, praticamente em todas as lavagens, para repor água e manter a maciez dos fios”.

 

Em relação à queda de cabelo, “as pesquisas mostram que a maior queda de cabelo costuma acontecer na transição do verão para o outono, devido a um fenômeno chamado fotoperiodicidade. Nos meses que contemplam o inverno, muitas pessoas têm a impressão de que estão perdendo mais fios porque lavam menos o cabelo ou apresentam mais descamação no couro cabeludo, mas não existe uma relação direta entre o frio e o aumento da queda”.

 

Sem os devidos cuidados, o uso de fontes de calor nos fios podem danificar a estrutura da fibra capilar. “O secador deve ser usado em temperatura morna, mantendo uma distância aproximada de 15 centímetros dos fios e sempre com protetor térmico. Já a chapinha merece mais cautela, pois é uma fonte de calor muito intensa aplicada diretamente sobre o cabelo, podendo causar danos importantes à fibra capilar”.

 

Além disso, a minha recomendação para quem passou por processos de química no cabelo, como tinturas, descoloração ou alisamento é que “além da hidratação realizada em casa, pode ser interessante investir em tratamentos profissionais que ajudem a repor água, lipídios, proteínas e aminoácidos, devolvendo brilho, resistência e maciez aos fios”.

 

A rotina de cuidados também impacta na saúde dos cabelos. Evitar banhos muito quentes e longos, manter uma maior ingestão de água durante o dia e escolher produtos adequados para a necessidade de seu couro cabeludo são boas escolhas. “Uma dica interessante é intercalar o shampoo hidratante com um shampoo anticaspa ou adstringente”, afirma.

 

 

Caso sinta que os danos persistem, como coceira, descamação, ressecamento e queda acima do normal, deve-se procurar um médico especialista. “Sempre que houver uma alteração importante no couro cabeludo ou nos fios, é fundamental procurar um especialista. O diagnóstico correto é o primeiro passo para um tratamento eficaz e para evitar que o problema se agrave”.

 

Para conferir a matéria na íntegra, acesse a página do O Globo.

 

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Dra. Tamara Vanzela, médica dermatologista em Maringá, especialista em tricologia e referência em tratamentos capilares.